quarta-feira, 9 de março de 2016

Ponteiro

Dormir,
algo na noite escura
cama debruça
o tempo negocia
mais tempo
escorrem os últimos sonhos
passam apressados
sem muita forma
meio ao acaso
nem lirismo
qualquer resposta
toca trim, trim

Rencanto.
O tempo (é o despertador)
boceja nosso corpo
preguiçoso
sem saber se leva ou não
recosta indeciso
o que fazer hoje.
Tolo.

Uma silhueta
Arranca de seu peito,
coração na mão
tempo ensanguentado.
Enganado.
O golpe, o dá
revela
uma madame perfumada
de nome destino.

Nenhum comentário:

Postar um comentário