terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Nascimento da Clínica 2

"Pode a dor ser espetáculo? Pode e mesmo deve, pela força de um direito sutil que reside no fato de que ninguém está só. E o pobre menos do que os outros, que só pode receber assistência pela mediação do risco. Visto que a doença só tem possibilidade de encontrar a cura se os outros intervém com seu saber, seus recursos e sua piedade, pois só existe doente curado em sociedade, é justo que o mal de uns seja transformado em experiência para outros e que a dor receba assim, o poder de se manifestar. "

"O hospital torna-se rentável para iniciativa privada a partir do momento em que o sofrimento que nele vem procurar alívio, acaba transformado em espetáculo. Ajudar acaba por pagar, graças as virtudes do olhar clínico."

"Neste nível, não há separação a fazer entre teoria e experiência, entre método e resultados. É preciso ler as estruturas profundas da visibilidade em que o campo e o olhar estão ligados um ao outro, por códigos e saber, (...) com  duas formas principais: a estrutura linguística do signo e a aleatória do caso."

"A doença não é acidente da vida que vai conduzir à morte (dissolução daquela), é de outra forma consequência da morte. É pela existência da morte que o conceito de doença se fez."

Só uma palavra... "Ui".

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